Yes, They create

Durante o segundo semestre de 2008, a imagem abaixo correu o mundo. Um desenho no qual o então candidato à presidência dos Estados Unidos da América, Barack Obama, era vendido como algo além da mudança de poder entre republicanos e democratas. A ilustração, no fundo, buscava mais do que o futuro vislumbrado por aquele olhar pensativo, tendo na frase “Yes We Can” seu grande trunfo. Três palavrinhas que falavam diretamente à consciência dos estadunidenses, lembrando que também havia, ali, alguns paradigmas a serem quebrados. Que, ao fim das contas, foram devidamente superados para que o primeiro negro chegasse ao comando da nação mais rica do planeta.

Evidentemente, não demorou para que surgissem versões caricatas para a tal imagem. Uma delas, decorrente do êxito da candidatura do Rio de Janeiro a cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, ficou engraçadíssima. Na época, a expressão “Yes We Créu” virou mania nas redes sociais, especialmente no Twitter, e não demorou para que o blogueiro/designer Rodrigo Hashimoto desenhasse um “Obamis”, com a figura do humorista Mussum representando o poder brasileiro diante do mundo. Sensacional.

Outro que já virou figurinha carimbada nas sátiras a Obama é o jogador de futebol Obina. Quando ainda estava no Flamengo, ele foi caricaturado como “Barack Obina”, algo que se repetiu em sua curta passagem pelo Palmeiras. Mas a notícia de sua transferência para o Clube Atlético Mineiro fez com que a torcida do Galo homenageasse o atleta com uma arte de Daniel Ziller. Vestido com a camisa alvinegra, Obina agora aparece imponente, sobre os dizeres “Yes He C.A.M.”, num trocadilho que faz menção à sigla do clube. Neste domingo, quando fará sua estreia nos gramados como jogador atleticano, Obina terá a chance de retribuir o carinho da torcida.

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