Nem tão Moça, mas tudo bem

Sempre fui fanático por design. Especificamente por logotipos e embalagens. Desde moleque, fuçava prateleiras de supermercado, reparando em variações quase imperceptíveis nas latas, caixas e garrafas distribuídas pelas gôndolas. Das simples evoluções, às “reestilizações”, termo que aprendi já adolescente, durante o curso técnico de Publicidade.

Uma das coisas que mais me chamaram atenção, nestes anos todos, foi o cuidado com os designs clássicos. Aqueles que são tão tradicionais e de identificação tão imediata por parte do público, que é difícil mexer neles sem estragar. Há dois tipos: os que pararam no tempo deliberadamente, como o fermento Royal, a Maizena e o sabonete Phebo, ligados aos visuais originais de seus primórdios; mas há também os que tentaram, bravamente, se adequar aos novos tempos, no entanto sem perder a ternura jamais. Caso da latinha do Leite Moça, praticamente um sinônimo de leite condensado no Brasil.

Reedição de rótulos históricos nas latas de Leite Moça / Foto: Divulgação Nestlé

Durante décadas, a “moça” de trajes camponeses que carrega uma lata de leite apoiada na cabeça permaneceu inalterada. Só que, ao redor dela, no fundo branco (outro clássico), as mudanças não foram poucas. Posição dos logos e dos dizeres, mudança nas fontes utilizadas… até que ela própria sofreu uma alteração no iníco do século 21. Ficou mais jovem, mais moderna, combinando com o novo formato anatômico das latinhas.

Hoje, via Twitter, a minha amiga @FlaviaVianna mandou um link extraído do site da revista Criativa. A matéria, curtinha, informa que a Nestlé vai lançar uma edição limitada “retrô” com os antigos rótulos, similares aos comercializados originalmente em 1937, 1946, 1957, 1970 (lembro desse!) e 1983. Um espetáculo.

Reedição de rótulos históricos nas latas de Leite Moça / Foto: Divulgação Nestlé

Esta prática, que vem sendo adotada recentemente por outras empresas  – especialmente em épocas como o Natal – deveria ser mais frequente. Porque nostalgia, de vez em quando, faz muito bem pra alma.

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2 comentários

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