20 anos sem o velho Chico

Chico Landi e Juan Manuel Fangio / Foto retirada da Internet, sem crédito fornecidoNeste domingo, dia 7 de junho, o Brasil completou 20 anos sem o pioneiro do automobilismo nacional: Chico Landi. Um homem pequenino na estatura, mas que deu passos gigantescos para que o país pudesse se orgulhar, futuramente, dos oito títulos mundiais de Fórmula 1 e das inúmeras vitórias, incluindo algumas edições das 500 Milhas de Indianápolis.

Nascido em 14 de julho de 1907, Francisco Sacco Landi mostrou seu talento ao mundo ainda nos anos trinta, guiando com extrema perícia no temido Circuito da Gávea. Venceu três edições da clássica prova carioca, em 1941, 1947 e 1948. Neste último ano, Chico conquistaria também outra prova, desta vez no coração da Europa.

Um dos primeiros sul-americanos a cruzar o Atlântico para competir nas principais categorias do automobilismo mundial, ele fez história ao vencer o GP de Bari, derrotando muita gente boa. Na época, ainda não havia a Fórmula 1 – apenas provas isoladas, como nos torneios de tênis. Chico venceu esta prova novamente em 1952, ano em que também se aventurou na F-1 como piloto e dono de equipe.

Naquele ano, ele criou a Escuderia Bandeirantes, inscrita com carros obsoletos da Maserati, ao lado do compatriota Gino Bianco. Os bólidos, naquele tempo, eram pintados com as cores dos países. Chico levou o verde e amarelo para a pista, literalmente. Disputou provas na F-1 até 1956, tendo como melhor resultado um quarto lugar em sua última temporada, no GP da Argentina.

De volta ao Brasil, Chico continuou competindo. A pista de Interlagos, que era tratada como seu quintal, foi o palco de muitas vitórias. A despedida aconteceu em 1974, a bordo de um Maverick, numa prova de 25 Horas. Chico Landi tinha, na ocasião, 63 anos de idade.

Mesmo aposentado do volante, ele não largou seu xodó, tornando-se administrador do autódromo paulistano na década de oitenta. Chico morreu em 1989, tendo seu último pedido atendido: suas cinzas foram jogadas sobre a pista do circuito que tanto amava.

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