Um mito chamado Villeneuve

Não vi Gilles Villeneuve correr. “Azar seu”, disseram alguns. Quando comecei a acompanhar corridas de carros, infelizmente ele já tinha sido vítima de um acidente horrível, que lhe tirou a vida num treino de classificação. Um acidente que aconteceu há exatos 25 anos, no dia 8 de maio de 1982.

Minhas primeiras lembranças de Villeneuve remetem a 1986, ano em que acompanhei pela primeira vez uma temporada de Fórmula 1 com um interesse, digamos, acima do normal. A fama do eterno piloto da Ferrari ainda estava bem viva, inclusive nas revistas e guias que eu devorava em busca de informações. Um dia, lendo uma matéria a seu respeito, descobri que ele morrera na véspera do meu aniversário de seis anos. Fiquei triste com a coincidência.

Gilles em família, com a mulher e os filhos; o da ponta é o pequeno Jacques
Gilles em família, com a mulher e os filhos; o da ponta é o pequeno Jacques

Muitos anos se passaram, e evidentemente pude ter acesso a vídeos com algumas de suas manobras. Mas, no íntimo, imagino que seria bem mais interessante ter visto as corridas, acompanhando-as no contexto da época.

O máximo que me aproximei de Villeneuve foi torcer para seu filho Jacques no Mundial de 1997. Um campeonato que ele mereceu vencer, ainda mais quando um alemão vigarista jogou o carro – por ironia uma Ferrari – em cima da Williams do canadense. Aquela foi a primeira decisão de título que me empolgou desde o campeonato de 1991, quando Senna induziu Mansell ao erro e faturou o tri.

Villeneuve é mais que um sobrenome. É parte da história do automobilismo. Gilles, campeão sem título, e Jacques, falastrão que derrotou Schumacher, merecem todo o nosso respeito. Cada um à sua maneira, eles fazem falta à Fórmula 1.

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