A patotinha

No início do ano, muita gente foi surpreendida com o anúncio de que a Stock Car adotaria uma reserva de mercado na composição do grid de largada. Uma regra que beneficiava claramente um número determinado de pilotos, que seria implantada para garantir que eles largassem entre os 38, mesmo se não tivessem marcado tempo na classificação.

O problema todo estava no número de “cativos”: os 25 mais bem colocados do ano anterior mais o campeão e o vice da Stock Light. Um total de 27 cabeças, exatamente 71,05% do grid.

A novidade logo chamou a atenção, causando rejeição coletiva da imprensa especializada. E começou a incomodar à medida que o número de inscritos não parava de crescer. No fim de semana de abertura da temporada, em Interlagos, com nada menos do que 50 pilotos inscritos, a categoria deixou a ferida à mostra. Com 27 garantidos, restavam na real 11 vagas sendo disputadas por 23 pilotos. Um número absurdo.

E aí quem se incomodou foi a CBA, Confederação Brasileira de Automobilismo, em companhia da VICAR, organizadora da categoria. As duas entidades admitiram que a regra é meio furada e o próprio manda-chuva Carlos Col disse que prefere um grid baseado em performance.

Neste fim de semana, com a segunda etapa sendo disputada em Curitiba, o assunto voltou à tona. Sete pilotos sentiram o gosto amargo de ficar de fora mais uma vez. E Nestor Valduga, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional, declarou que a regra sofrerá alterações no decorrer da temporada.

Esta estupidez tem mesmo que ser modificada. Vinte e sete é um número inaceitável, e se não quiserem acabar com o privilégio podem tranqüilamente reduzi-lo para 10 pilotos, privilegiando os participantes do playoff do ano anterior. Ou então “proteger” o cinco campeões da Stock que estão em atividade.

Se é para privilegiar os melhores, deveriam entender que eles não podem responder por dois terços do grid. Quando se pensa em “melhores”, subentende-se que são uma minoria. E, no fundo, o que mais incomoda nessa regra maluca é que ninguém sabe a origem desse número misterioso. Afinal de contas: por que 25?

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1 comentário

  1. pelo que eu li e ouvi…
    não sei se é verdade…
    mais que é estranho é.

    examine a tabela de classificação do ano passado

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