Superlativos

Federer campeão de novo / Foto: Globoesporte.com - crédito: AFPAssustadora a matéria do Globo Esporte desta segunda-feira, 29 de janeiro. Após uma análise da vitória de Roger Federer por 3×0 sobre o chileno Fernando Gonzalez na dura decisão do Aberto da Austrália, o VT mostrou um panorama da fase que vive o suíço.

No texto original do GE, reproduzido abaixo, é fácil entender por que Federer caminha a passos largos para ser o melhor tenista de todos os tempos.

O suíço vibrou muito com seu 46º título. O 10º em torneios do Grand Slam. Ninguém vencia o Aberto da Austrália sem perder um set sequer desde 1971. Federer igualou o feito do autraliano Ken Rosewall. Ninguém vencia um torneio do Grans Slam sem perder um set desde 1980. Federer igualou o feito do sueco Bjorn Borg em Roland Garros. E que tal vencer 3 títulos seguidos de torneios do Grand Slam? Pois com a vitória de ontem, Federer se tornou o primeiro tenista a conseguir fazer isso duas vezes.
Com 25 anos de idade, Federer já está apenas a uma conquista de se igualar a Bjorn Borg e ao australiano Rod Laver. E a duas de chegar aos 12 títulos do australiano Roy Emerson. Parece questão de tempo ele superar os 14 triunfos do americano Pete Sampras.
Nos últimos 15 torneios de Grand Slam, Federer venceu 90 jogos e perdeu apenas cinco. O suíço chegou à final em 23 dos 24 torneios que disputou desde junho de 2005. E venceu 35 dos últimos 50 torneios.
Federer é o número 1 do mundo há 156 semanas seguidas, mais precisamente desde o dia 2 de fevereiro de 2004. Falta pouco para ele deixar para trás o recorde do americano Jimmi Connors, que ficou 160 semanas na liderança do ranking. A própria Associação de Tenistas Profissionais já fez as contas: no dia 26 de fevereiro Federer vai se tornar o maior número 1 da história do Tênis. E ainda com um futuro bastante promissor.

No programa Sportv Tá na Área, o comentarista Narck Rodrigues concordou com uma declaração de Fernando Meligeni, de que Federer se beneficiou um pouco do “efeito Schumacher”. Assim como a Fórmula 1 (que teve poucos grandes pilotos na década 1995-2004), o Tênis vem sofrendo há algum tempo de uma entressafra de talentos.

 Mas Narck também defende o suíço. Reafirma que dez Grand Slams em 4 anos não é para qualquer um. Isso sem atingir a tal ‘maturidade do tenista’, ou seja, os 27 anos de idade. “Roger Federer está muito acima dos demais e, se nada de anormal acontecer, deve bater todos os recordes”, diz ele.

Diante de tamanha superioridade, o rei das quadras deu um smash na modéstia se gabou depois da vitória: “Podem me chamar de gênio”, declarou à imprensa. Sei não, mas isso me lembra a uruca que caiu sobre um certo piloto quando resolveu se considerar o ‘Peter Pereito’ da Fórmula 1. Te cuida, Roger…

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