(Minhas) Verdades sobre a Copa 2006

Por não ser um profundo conhecedor do assunto, não tenho o costume de falar sobre Futebol. Mas depois de uma Copa do Mundo, não há como deixar de dar os meus pitacos. Seguem, pois, minhas ‘verdades’ sobre a competição que teminou há poucos dias na Alemanha.

1 – Inversão de papéis
Carlos Alberto Parreira se tornou uma espécie de antítese do Felipão. Enquanto um fez uma seleção medíocre alcançar resultados excepcionais, o outro fez uma seleção excepcional jogar de forma medíocre. E periga ser mais lembrado por isso do que pelo histórico título de 1994, que tirou o Brasil de um sufoco de 24 anos. Luiz Felipe Scolari, por sinal, jogou a Copa 2006 com o status de “atual campeão mundial”. Em 1998 Parreira também fez isso, mas foi demitido antes mesmo do terceiro jogo como treinador da Arábia Saudita.

2 – Globalização
As imagens dos vestiários de Brasil x França eram o retrato do futebol moderno. O francês e os brasileiros são amigos, por jogarem juntos no mesmo clube espanhol. Junto daquele inglês que, na Inglaterra, jogava com outro francês. Esse francês agora joga junto do cara de Costa do Marfim que enfrentou a Argentina. Já o argentino joga no Brasil, mas na sua seleção tem como companheiro de ataque aquele outro argentino que joga com o outro brasileiro num clube espanhol, rival daquele que o francês joga com os outros brasileiros. Entendeu? Nem eu.

3 – Versão 2006
Além do nosso melhor treinador e de um brasileiro em campo, a seleção portuguesa ainda teve um figura muito familiar aos nossos olhos: Cristiano Ronaldo, uma espécie de genérico do Bebeto. Não só pelo porte físico, mas pela capacidade de cair, chorar e ficar no quase. Tomara que ele faça uma grande Copa em 2010, assim como Bebeto em 1994, que na ocasião quebrou um jejum de 20 anos sem gols da camisa número sete do Brasil.

4 – Justificativas
O brasileiro lamenta que a Seleção foi eliminada sem jogar nada. “Se pelo menos tivéssemos lutado… mas perder assim é horrível!”´é o que dizem. Agora imagine o inverso: a Seleção joga pra caramba, perde e fica aquela sensação de que seríamos campeões facilmente se tivéssemos passado pela França. Diriam: “Que injustiça, jogamos muito mais… Não podíamos perder…”.

5 – Comparações históricas I
Em 1982 jogamos bonito e perdemos. Em 1994 jogamos feio e ganhamos. Em 2006 tínhamos tudo para repetir 1970, jogando bonito e ganhando. Mas, inacreditavelmente, jogamos feio e perdemos. O que será que nos espera em 2010?

6 – Comparações históricas II
A maior das coincidências desta Copa não foi o Brasil ter sua série de 11 vitórias (oh, um recorde!) entremeada por duas derrotas para a França de Zidane e Henry. Ironia mesmo foi a Itália repetir o Brasil de 1994, vencendo um campeonato depois de 24 anos, com decisão nos pênaltis e anti-herói no campo adversário.

[A Copa acabou, mas aqui você também pode incluir, a qualquer momento, uma nova “verdade”. Participe, deixe seu comentário!]

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