Lá vem o negão!

Lewis Hamilton na Fórmula 3 Européia / Foto: site oficial do pilotoEle pode ser o próximo britânico campeão mundial de Fórmula 1. Pode ser um dos ícones da geração pós Schumacher, hoje esboçada nas figuras de Button, Raikkonen e Alonso. Pode também ser um ótimo garoto-propaganda, elevando a combalida audiência da categoria mundo afora. E claro, ele pode aposentar muita gente que faz figuração ao volante de um carro de corrida.

São várias as possibilidade que poderíamos enumerar. Mas o fato é que Lewis Hamilton, 20 anos, pode, sim, tornar todas elas realidade. Estas e muitas outras. Não fosse seu potencial tão latente, o sisudo e desconfiado Ron Dennis – chefe da multicampeã McLaren – não teria segurado tão firmemente seu passe, desde que o jovem piloto deixou o kart para tentar ser alguém no cenário automobilístico internacional.

Atualmente guiando um dos carros da GP2, categoria de acesso aos cobiçados cockpits da F-1, o inglês vem mostrando que o seu caminho está traçado. Pilotar, vencer, encantar. São verbos que parecem feitos sob medida para seu estilo limpo e sua tocada veloz. Mas a boa reputação não é de hoje. Considerado o principal adversário de Nelson Ângelo Piquet na briga pelo título deste ano, Hamilton já era bem visto antes mesmo de chegar à GP2. Transformou-se em sensação quando confirmou as boas credenciais de kartista, carimbando com talento e ousadia seu passaporte em categorias como a super-competitiva Fórmula 3 Européia, onde foi campeão com sobras em 2005.

Neste fim de semana, na pista alemã de Nürburgring, venceu as duas provas que disputou, e seu nome já é ventilado como possível companheiro de equipe de Fernando Alonso na equipe prateada em 2007. Nada impossível, admite Ron Dennis. Possibilidade que eu considero bem grande, já que Raikkonen e Montoya estão de malas prontas, o primeiro para a Ferrari, o segundo para onde acenarem com uma vaga.

O desafio não é dos menores. Correr em uma equipe onde vencer é obrigação, ao lado de um campeão do mundo (quem sabe, até lá, bicampeão) e levando na pele, literalmente, um tabu que em quase seis décadas a Fórmula 1 não conseguiu quebrar. Se chegar lá, Hamilton será o primeiro negro a competir na categoria. E fazer figuração, definitivamente, não está nos seus planos. Além do histórico pioneirismo, as estatísticas e os fãs do esporte também esperam, ansiosamente, pela chegada de Lewis Hamilton.

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2 comentários

  1. Até que enfim vão colocar um negão lá… Tô de saco cheio dessa playboyzada européia que não dirige NADA!!!! Fora a playboyzada brasileira… ou vocês acham que o Rubinho estudou em CIEP???

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