Questão de tempo

Neste fim de semana, enquanto muita gente comentava os resultados da segunda leva de testes coletivos da Fórmula 1 na pré-temporada espanhola, a Indy também voltou à ativa com seus pilotos e equipes. Para, entre outras coisas, avaliar o desempenho e buscar um acerto mais fino do novo chassi DW12, adotado a partir deste ano pela categoria. E quem estava entre os bravos homens que vestiram seus macacões e capacetes em Sonoma? Rubens Barrichello, o mesmo que havia guiado um carro da equipe KV em Sebring, algumas semanas antes, com o pretexto de ajudar o amigo Tony Kanaan na interpretação das reações do novo carro. Rubinho fechou o terceiro dia de treinos como o mais rápido da sessão.

Ao que tudo indica, a coisa ficou mais séria. Além da vontade de disputar o campeonato da categoria norte-americana, Rubens pode ter recebido o sinal positivo da equipe de que a chegada dos investidores e do staff que daria a ele condições de andar entre os primeiros colocados está mais próximo. Sendo assim, ver Barrichello na Indy é uma hipótese cada vez mais provável. No teste deste fim de semana, Rubens andou com o carro já pintado, mesmo em cores provisórias, e com alguns patrocinadores do time bem visíveis.

O resultado das voltas cronometradas não foi dos melhores entre os que treinaram nestes dois dias. Porém, neste momento, o desempenho deve ser a última coisa que o dono do time, Jimmy Vasser, e o presidente da Indycar, Randy Bernard, querem checar. Ter o recordista de participações da F-1 guiando motivado e em plena forma na Indy será, para eles, o melhor negócio do mundo. O anúnciodeve sair na quinta-feira, quando Rubens dará uma entrevista coletiva para anunciar seu futuro.

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