Trilegal

Há algum tempo não se fala de Stock Car neste blog, muito embora o blogueiro esteja, por questões profissionais, envolvido de certa forma com a categoria. Só que a prova disputada no último domingo em Tarumã – que como muitas outras foi repleta de lances polêmicos e batidas – merece menção por conta de um certo personagem: o piloto do carro número zero, que nesta corrida conquistou por antecipação seu terceiro título na categoria.

Montagem Cacá Bueno 2009 / Fotos: Agência WE - Site oficial Stock Car - Crédito: Fernanda Freixosa e Duda Bairros

O piloto em questão é Carlos Eduardo dos Santos Galvão Bueno Filho, conhecido simplesmente por Cacá Bueno. Dono de uma personalidade que não nega o DNA, é um daqueles esportistas que sempre rendem um prato cheio para os (bons) jornalistas: fala o que pensa, não foge de perguntas difíceis e rebate com inteligência as variadas críticas e comentários ligados ao sobrenome famoso. Ser filho do principal narrador do país, que ainda por cima trabalha na emissora que transmite as provas da Stock, é um daqueles carmas que Cacá se acostumou a carregar desde que seus resultados começaram a aparecer. E não vê problema nisso.

Até hoje, há quem diga que ele só faz bom papel na categoria por conta de favorecimentos velados, ou que só aparece na TV por influência do pai. Uma teoria da conspiração que por si só não tem o menor cabimento, e que nos leva a refletir se seria realmente indispensável para a emissora que transmite a categoria associar a imagem dos dois – especialmente pelo fato de Cacá subir ao pódio corrida sim, corrida não – ou então ‘ajudar’ este ou aquele piloto a conquistar alguma coisa.

Dentro da categoria que, pesadas as críticas, é indiscutivelmente a principal do automobilismo brasileiro, Cacá é um piloto completo, que vence pelos próprios méritos. Sabe ousar, sabe calcular, e sabe como poucos aproveitar as oportunidades que surgem em seu caminho. Há anos guiando bons carros e saboreado vitórias, ele entendeu que não basta ser rápido para conquistar títulos. Antes de ser campeão pela primeira vez, foi vice por três anos seguidos. E, nas últimas quatro temporadas, faturou três campeonatos. O de 2009, então, com a marca da regularidade. Antes mesmo de vencer pela primeira vez no ano (é única, até agora), ele já somava mais pontos que que qualquer outro concorrente. Por isso, inclusive, ergueu a taça antes mesmo da corrida final.

Num grid cujo nível aumenta a cada ano, vencer não é o bastante. Mas, evidentemente, faz parte do show.

No Twitter: @stock_car

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *